quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Soneto do Amigo

Lembro-me bem, ofereci esse poema aos meus amigos do ensino médio. Aprendi muitas coisas com eles. A principalmente aceitar os seus defeitos a final ninguém é perfeito e por mais diferentes que nós tenhamos sido, sempre soubemos nos sobressair diante dos desafios.


Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes

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